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Leis e medidas excluem homens dos espaços públicos e privados

Diversas leis e medidas estão excluindo os homens dos mais diversos espaços públicos e privados. Uma delas é do Estado do RJ (Lei nº 4.733, de 23 de março de 2006 já com alteração ampliando-a) que proíbe a entrada de homens em determinados vagões do metrô.
A alegação seria que as mulheres estariam sujeitas a serem abusadas por homens se estivessem no mesmo ambiente. Agora o gênero masculino (como um todo) é considerado possível abusador.
Quero saber quando vão arrumar outra desculpa qualquer para proibir homens no mesmo ônibus, no mesmo taxi, no mesmo avião, no mesmo prédio, no mesmo restaurante, na mesma praça, na mesma praia (afinal, lá o corpo fica mais exposto e vai que alguém abusa), na mesma delegacia, acionado perante o mesmo juízo ou tribunal, no mesmo ambiente de trabalho, no mesmo cinema (afinal em cinema é bem escuro), no mesmo restaurante ou no mesmo estacionamento que for utilizado por mulheres?
Pode parecer exagero, mas já está acontecendo.
Proibindo homens no mesmo ônibus já foi apresentado um projeto de lei na cidade de São Paulo[1] e outros lugares.  
Um desses projetos, depois de aprovados por deputados estaduais, foi vetado pelo governador. A justificativa do veto é que homens e mulheres são e devem ser tratados como iguais e uma lei privilegiando um sexo implica injustificável discriminação, fosse qual fosse o sexo privilegiado.
Pura realidade, pois se há reserva de vagões ou ônibus exclusivamente para mulheres necessariamente teria que ocorrer a mesma reserva para os homens, no mesmo quantitativo, assegurando atendimento igualitário às necessidades destes, inclusive para compensação da exclusividade de vagões destacados para atendimento unilateral.
Aliás, é até indevido falar em separação de vagões ou ônibus, sabido que isso só é desculpa para justificar a falta de solução dos Governantes em fornecer veículos onde todos possam se sentar e viajar com um mínimo de conforto e segurança, ou a ausência de homens nos veículos impedem tombos de freadas bruscas? E os casais de namorados, devem ir num passeio em veículos separados?
Os taxis inexplicavelmente também já são afetados por leis assim (e homens sequer para motoristas são aceitos, cerceando-lhes o acesso ao mercado de trabalho) [2].
É o que ocorre no México e outros locais. Lá homens são excluídos de parte da frota, que apenas mulheres dirigem e são passageiras, junto a isso utilizam do marketing e do colorido da publicidade para dar um ar de que se trata de algo justo, mesmo não sendo, parece até o glamour das propagandas de cigarros.
Quando um homem está precisando, podem passar quantos taxis desses vazios, de nada adiantará, pois esse homem estará excluído do serviço. Se vier um taxi “comum/unissex” alguma mulher pode utilizá-lo mesmo tendo os exclusivos disponíveis ao lado, mas o homem vai ter que aguardar ali esperando ainda mais, vendo os exclusivos passarem ou parados sem poder ser atendido pelo serviço, um ser de segundo nível em cidadania.
Se isso não for discriminação injusta do gênero masculino, nada mais nesse mundo é.
Consequentemente, a vida das mulheres vai ficando mais dinâmica, fácil, funcional, inclusive refletindo no trabalho, na família, nos estudos e tudo mais, não só nessas situações, mas em tantas outras infindáveis com iguais facilitadores, como em leis e políticas públicas.
Já a rotina dos homens a cada dia fica mais difícil, lenta, pesada, até mais cara, dificultado de cumprir com a mesma agenda, horários e com menor agilidade no cumprimento dos compromissos. Daí acaba cobrado em diversos aspectos da vida sem poder corresponder, por mais que se empenhe.
Pasmem, mas até em estacionamentos [3] já estão discriminando com vagas privativas para mulheres em Shopping Center.
Obviamente não bastariam as vagas do estacionamento só para elas, foram além. São com mais espaço, melhor iluminadas, o que propicia estacionar bem mais rápido e com mais facilidade, liberando-a para cuidar da vida e sem grandes probabilidades do carro ao lado dar aquelas portadas na lateral. Consequentemente, elas entram e saem do carro de modo mais prático e rápido.
Embora em média sejam os homens mais troncudos, evidente está desconsiderada a necessidade de vagas iguais, sujeitando os homens a saírem espremidos do veículo, fato já bem comum por aqui.
Não bastassem vagas exclusivas, as mulheres podem usar as vagas que os homens usam, ou seja: a delas é só delas, as outras são de ambos, não há política de compensação.
Se faltarem vagas “comuns/para os dois sexos” os homens têm que aguardar naquelas famosas voltas pelo estacionamento, perdendo tempo, gastando combustível sem resolver nada, em muitos casos até pagando mais tempo de estacionamento e sendo pior atendido.
A desculpa dessas vagas em Shoppings Center foi um suposto senso diferente de distância, contudo na hora de cobrar o preço do estacionamento esse senso e serviço diferente e melhor é considerado? Com cobrança a menor dos homens?
Mas os homens também não poderiam ser bem atendidos, com vagas mais amplas e fáceis de estacionar, inclusive melhor iluminadas? Não poderiam ter a mesma proporção de vagas exclusivas? O fato é que não só os homens ficam com menos vagas, mas com as piores iluminadas e piores em espaço.
O mais injusto nisso tudo é que em nenhum dos casos de exclusão de homens existe uma política similar, para compensação com vagas exclusivas para eles.
Enquanto o homem não gastar ele mesmo o que ele ganha, ele terá pouca ou nenhuma importância para o sistema, para as leis, para os políticos.
 Enquanto o homem não tiver poder de decidir (marca, produto, modelo) que será comprado para o lar (inclusive a compra da casa própria ou do apartamento onde irá morar, do carro, da viagem etc) ele não terá reconhecimento, mesmo se pagar integralmente a conta, só quem decide importa para o sistema.
Até na hora do uso do sanitário tem discriminação. Nos aviões muitas vezes há sanitários exclusivos para mulheres e um unissex, nenhum para homens. Isso mesmo, sanitários exclusivos para elas, um para ambos os sexos e nada mais. Se não der para esperar, bem...
Ah..., e não são apenas os aviões que estão assim, já temos notícias de estabelecimentos em terra firme que agem iguais. Nem perderei tempo em constar as desculpas, pois como sempre as restrições são somente contra os homens, utilizando-se de qualquer justificativa como verdade absoluta.
Até se for vítima de violência doméstica o homem tem tratamento de segunda, sem prioridade e sigilo no trâmite processual assegurado por lei, o que pode levar a prescrição e exposição, benefícios que, porém, às mulheres se concede.
Parece até um mundo de CASTAS SOCIAIS,[4] iguais às da novela Caminho das Índias, mas no caso a casta inferior seria o gênero masculino posto que criam regras do tipo onde elas pisam (entram) homens não, direitos que elas têm homens não. Se isso não for também o que se define por CASTA que tolhe a cidadania, direitos e dignidade de uns mas não de outros (que nada têm de culpa pela unilateralidade governamental), nada mais é.
Enquanto o homem não for crítico, não postular direitos, vai ser esmagado pelo sistema legal e cultural.
Aliás, parece que quanto mais o homem estiver sobrecarregado trabalhando em jornadas excessivas, menos terá em todos os sentidos, tanto de direitos, como de benefícios dos poderes públicos, quanto de valor como membro da família, pois a falta de tempo faz parar de refletir, de cobrar e influir.
A lógica parece ser cada dia o homem trabalhar mais, ficar com menos, ter mais compromissos, menos tempo disponível, mais dificuldades, ser mais cobrado e para desempenhar todas as obrigações não questionar esse sistema, até por falta de tempo, e com isso se sujeitar a mais obrigações, num ciclo infinito.
Não se quer aqui retirar nenhum direito das mulheres, mas sim iguais aos homens!
Nesse cenário, o que fazer? Organizar e pedir direitos, braços cruzados não movem o mundo, nem asseguram diretos!
MDI


[1]  Disponível em: http://alfredinho.net/noticia/?acao=vernoticia&id=881 - acessado em: 27.02.2012.
[3]  Disponível: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091228_china_rc.shtml - acessado em: 27.02.2012.
[4]  “Castas, em sociologia, são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc”. Disponível: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casta - acessado em: 27.02.2012.

7 comentários:

Janaína Bonassi disse...

Excelente artigo!
Só tenho uma crítica ao MDI. Não há a assinatura do autor. Eu também tenho um blog, o www.territoriohomem.com.br, e sempre faço questão de assinar o que escrevo, tanto no meu blog, quanto em comentários que faço em outros blogs. Assino com o mesmo nome que tenho no facebook e no twitter, porque acredito que temos que nos orgulhar de nossas opiniões, ponderações e questionametos. A exposição na internet, devidamente identificada, nos serve de "linha guia" para cultivar o bom senso. Saudações, Janaína Bonassi

barrosdelimaster disse...

É impressionante como esta é uma revolução sem lógica, isto é, há sim uma lógica capitalista de consumo. Apenas pelo fato de mulheres serem consumistas ao extremo. Esta é á única explicação que consigo obter. É sem sentido e fico imaginando como o homem faz isso com ele próprio. Isso não é lutar por igualdade nem reconhecer a importância da mulher. Será que as mulheres concordariam com isso. Creio que nem todas.

Aos poucos o homem vai tirando seus próprios direitos em função de outrem que de longe já deixou de ser tão companheira assim. Porque isso, se fosse numa época em que a mulher realmente se dedicasse à família ao marido , filhos e coisa e tal até podia entender. Mas hoje não faz qualquer sentido tais medidas.

Todos sabem que privilegiar um sexo em detrimento de outro é apenas desculpa para dominar. E nada mais. Não é possível que o homem depois de conquistar o mundo para as mulheres não exija, no mínimo uma contrapartida, um agradecimento. É claro que a mulher, pelo menos algumas, também teve sua colaboração, outrora, em parceria com os homens. Mas ao invés disto concede-lhes privilégios infindáveis é tolice.

Mas tenho que lembrar, não são os homens, e sim uma minoria que está fazendo isso, Os outros, os outros apenas assistem, aceitam e copiam.

Luiz Márcio disse...

"...e fico imaginando como o homem faz isso com ele próprio. "


Como a sociedade, com suas instituições nada mais é do que o reflexo do nosso cotidiano, do nosso dia-a-dia, isto tudo me parece com aquela situação onde uns poucos cafajestes ricos e playboys fazem todos os gostinhos das mulheres, apenas com a intenção de agradá-las para f... com elas, deixando a mingua boa parte dos outros rapazes que ficam a decepcionar-se com as investidas e a gratidão feminina para com àqueles.

É isso que parece acontecer com o judiciário brasileiro e com políticos. Quem for pobre, feio, tímido e homem que se cuide. Ou terão que se contentar com as migalhas de mulheres que no futuro sofrerão, quando o Estado for reformulado e todas essas benesses forem extintas, ou ficarão a ver navios.

Em nenhum outro período da história houve tanta transferência de poder e riqueza para as mãos das mulheres com em nosso século. Mas devemos recordar que isso foi obra de muitos homens e político desonesto para poder salvaguardar seus patrimônios, usando-as com laranjas. Quem quiser ver na prática basta rodar pelo interior e ver como funciona a política nesses confins do Brasil. Mas aí já é uma outra história. Agora toda essa legislação em favor de um sexo apenas, é resultado disso do que mesmo resultado da luta por parte delas a favor de direitos iguais. Que direitos iguais?

DANIEL_LDS disse...

Moro no Rio, tenho uma amiga que foi molestada no metro. Não sou a favor do vagão seletivo, até por que só há fiscalização em estações principais, ou seja entre num vagão normal e em outra estação vou para o feminino... MAs enfim... Creio que a solução ideal seria como nos EUA, ter uma policia armada, porém a paisana, dentro dos carros do metro. Evitaria não só abuso de tarados, como evitaria outros problemas... Infelizmente vivemos num pais corrupto e que sempre prevalece resolver tudo do jeito mais fácil....

Daniel Aquino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Munir Uequed disse...

Vejam só como é bem sucedida a tentativa do governo de separar a opinião pública: negros pra cá, brancos pra lá, mulher lá e homens cá. Homosexuais, vocês vão pra direita enquanto hetero vão para esquerda. Dividir e conquistar, eis a lógica!

jjzito disse...

Matéria do O Globo 05/03/13 por simone.candida@oglobo.com.br:"Só a lei é barrada nos vagões das mulheres".
Errado: como já comentado por outros, o direito do homem também. No horário estipulado não posso entrar no vagão "delas". Procuro o RESTO dos vagões. Também não posso entrar: de tão lotado não passo pela porta! E com um monte de mulher lá dentro! E o delas com espaço!Portanto se é para proteger as santas dos "perigosos" homens que aumentem o número de vagões delas e sejam realmente só para elas e o RESTO seja para nós e só para nós!
Comentários da matéria:
1- passageira " procurou o vagão de mulheres por se sentir mais segura e viu que havia alguns homens". Um tempo depois um deles a ameaçou com um objeto parecido com punhal e lhe roubou o celular e R$50. O que quer dizer isso? Só homem é bandido?
2- passageira Simone M. Lima:" Eles entram e ainda querem bater boca com as mulheres que reclamam. Já vi situações revoltantes, de o carro ter vários homens sentados, uma mulher grávida entrar e ninguém falar nada". Conclusão: a consideração às grávidas compete só aos homens.

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