Ads 468x60px

.

ONG - Mais um passo

Ao expor um pouco sobre a intenção de fundar a ONG, foi muito intenso o interesse, tanto por meio de manifestação no e-mail, nos fóruns, como nos comentários. Num dos fóruns postei o que segue abaixo. Esse material é parte de ideias acumuladas. Espero trazer mais novidades em breve (na verdade já há, mas em revisão). Nesse processo, todos e cada um, sendo redundante, são/é extremamente importante. Venham, vamos vencer essa juntos. Vamos fazer a nossa hora, mudar esse país, escrever a história da nação, com democracia, diplomacia, respeito e como sempre preguei: Organizados. Boa leitura! Precisamos de você.


Olá caros colegas
Como manda a boa educação, quero deixar meu agradecimento ao crédito que deram a intenção de formar a ONG. Vou falar um pouco mais de minha trajetória masculinista e desse projeto, pois é isso que interessa.
Sou masculinista de um viés diverso dos blogueiros da central masculinista (acredito). Minha iniciativa masculinista deu-se sem ao menos ter conhecimento dessa expressão.
Em julho de 2009 junto à 164ª Subseção da OAB Paulista, mas especificamente município de Santa Isabel/SP, iniciei um abaixo assinado postulando a instituição de uma comissão permanente em defesa das necessidades masculinas, que tanto advogados quanto advogadas assinaram surpresos questionando a qual finalidade.
Esse tipo de comissão já existe no Brasil todo em prol das mulheres. Daí, até efetivar a primeira iniciativa, que decorreu de uma sugestão feita ao atravessar uma praça que separa o fórum do escritório de um advogado, foi um pulo.
O tema, para quem estava iniciando pioneiramente esse movimento era muito arrojado: aplicação da Lei Maria da Penha em prol do homem. Foi um sucesso, quem naquela época proferiu a palestra é o atual presidente da OAB local.
No evento, tivemos o privilégio de um público expressivo e formador de opinião. Uma juíza da comarca, uma promotora, um prefeito, diversos vereadores de duas cidades, assim como diversos secretários municipais também de duas cidades, padre, freira, quatro pastores, dezenas de advogados e advogadas, empresários, ex-prefeito e seu ex-vice, imprensa local, entre tantos outros ilustres.
Esse foi o começo. De lá para cá, os estudos intensos a respeito, as reflexões e algumas outras ações. Entendo que é relevante conhecer a história, não só do masculinismo, mas também de como surgiram proteções que excluíram a mulher do mercado de trabalho, atualmente muito exibida como ação puramente prejudicial à mulher.
Exemplifico com uma questão histórica que quero ainda postar no blog, a origem do Dia da Mulher que se assemelha ao do Dia do Homem.
O dia delas, como o nosso, começou sem força, em cada parte do mundo era comemorado numa data, era desconhecido e sem expressão. Associaram então a data ao lastimável evento na fábrica, unificando-a mundialmente. Aí sim, tornou-se conhecida e a sociedade passou a supor que foi ali e exclusivamente por aquela razão que nasceu o dia comemorativo.
Aquela ocorrência na fábrica não fez nascer, mas fez a data ter expressão. O conhecimento dessa história, por si, é um registro que tanto para o homem quanto para a mulher a data comemorativa tem a mesma função: valorizar o ser e dar a esse ser maior força nas reivindicações.
Perfilhando a linha da minha trajetória, posso afirmar que expor o masculinismo em público real ao vivo, como falar no serviço, no seio social, na mídia, importa grande responsabilidade.
Como meu ativismo nasceu longe do ambiente dos blogs ou da internet, tenho visão - diria - não influenciada pelo que podemos chamar de corrente de convencimento de uns pelos outros. Esse é meu ganho e minha perda, pois o embate também enriquece.
Contudo, obtive esse enriquecimento exercendo o ativismo desde 2009, tanto com a experiência de fundar, como de presidir a CDDH citada por duas gestões.
Diante dessa realidade, tive que aprender empiricamente e refletindo, como fazer para crescer. O meu blog não nasceu para ser o que é, tomando em conta seu planejamento original.
Visei criar um ambiente onde seriam postados artigos meus e de convidados, para ser um laboratório entre amigos. Também só nasceria em julho, em comemoração ao Dia do Homem. Com aquele episódio dos tristes comerciais da bombril, resolvi acelerar e antecipei.
Aí, fiz umas buscas no google sobre repúdio ou críticas a esses comerciais. Cheguei aos blogs e o próprio artigo que inseri no blog menciona um deles, se não me engano o do grande Doutrinador.
Pois bem, tratei de conhecê-los, li muitos artigos, dezenas de horas investidas. Fiz um trabalho pessoal, crítico como todo ser humano deve fazer. Avalie o que eles (ou vocês) posicionam e refleti.
A meu ver, em grande parte há entre os blogs uma linha similar, consistente em criticar muito o feminismo. Entendo que qualquer movimento social está sujeito a receber críticas, o masculinismo também. Mas não entendo que as críticas, desse naipe sejam úteis, menos ainda se for a bandeira de uma ONG.
Imagine um político sem ideias consistentes, faltando um plano de ação detalhado, mas língua afiada. A sociedade está cansada de críticas acirradas de natureza pessoal ou dirigida a grupos.
As críticas que devemos ter são as que nos corrigem e os nossos rumos para atingirmos nossas metas e críticas ao governo, críticas às políticas unilaterais que reiteradamente não atendem as necessidades do homem, as críticas não são úteis quando se prestam só a atingir pessoas ou grupos.
Concordo que há exageros praticados, mas devemos criticar os exageros, não as pessoas. Essas mesmas pessoas se mancharão, até mais, quando seus exageros forem imediatamente reconhecidos como torpes ou discriminatórios, mas criticar essas pessoas e não seus atos, pode, ao reverso, torná-los supostos heróis e quem os critica supostos ofensores. Não pretendo essa linha.
Quero ser construtivo, pró-ativo. Uma questão que alguns levantam: Mostrar a cara. Pois bem, eu já fiz isso para a sociedade na qual estou inserido. Sou bem conhecido no local e se a repercussão foi boa é porque  respeitei a todos e isso fez eu ser respeitado. A crítica a pessoas não proporciona isso, quem ataca também é atacado.
Quero ressaltar que é muito fácil mostrar-se, o que é difícil é mostrar-se feito um rebelde inconsequente. Sejam pró-ativos, visem o masculinismo, esqueçam outros movimentos. É o que eu penso, a despeito da origem do movimento ou de mágoas que alguns tenham.
Acho que o que falei, já indica o meu perfil. Vamos falar um pouco da ONG, pois ela sim é importante.
Localização: É extremamente relevante, apesar de alguns não visualizarem. São Paulo eclode para o Brasil, pois tem a maior concentração populacional. Veja que a passeata gay em SP é a única com expressão forte no Brasil, as outras sequer aparecem.
Contudo, mais à frente, um escritório de apoio em Brasília é altamente proveitoso. Lá precisa acontecer acompanhamento, em gabinetes, cobrança pessoal, pois essa e mais forte, por meio de ofícios, pedidos de informações protocoladas com o parlamentar, manifestações e mesmo para atrair a grande mídia lá é mais fácil.
Como usar a localização e compatibilizar a distância entre os possíveis associados:
Quanto mais gente, mais podemos ter financeiramente. Dinheiro vai ajudar muito e vou expor. Tomemos com exemplo 200 pessoas dando R$ 100,00 ao mês. Isso nos dá 20 mil por mês. Capitalizar uma reserva e aí comprar uma hora diária ou semanal numa rádio expressiva. O horário deve ser de madrugada, por ter um preço menor mas com público mais atento no que ouve.
Esse horário deve ser para um programa masculinista POLITIZADO, expositivo, à semelhança de pregações de evangélicos. Não devemos contratar locutores, mas sim se utilizar de masculinistas, para estes serem capaz de expor com convicção, dar lógica, continuidade, profundidade e depois ser reconhecido como representantes do ativismo, para maior pressão ao governo em momentos necessários.
Esse programa nos propicia força social e trazer a aproximação dos deputados e vereadores. Estes são úteis em aprovar moções e projetos de leis locais que oficializem no município o DIA DO HOMEM. Alguns municípios já fizeram. Depois escrevo algo no MDI e exponho os links para verem a utilidade.
Ainda, há as ações pulverizadas, aí nossos membros espelhados é uma vantagem impar, um fator ótimo a nosso favor: gente de todo Brasil. A ONG facilmente pode desenvolver e imprimir alguns milheiros de um Cartaz contra a violência doméstica perpetrada contra o HOMEM.
Por PAC-CORREIOS é possível enviar aos ativistas de todo Brasil que terão o relevante papel de fazer ser exposto em locais de acesso ao público. É fácil.
Nos fóruns basta pedir a alguém da portaria que farão você chegar ao auxiliar do juiz diretor do fórum, ele quem autoriza a fixação lá. Em prefeituras (saguão, hall de entrada, corredores) é de modo geral mais informal e simples para obter autorização. Delegacias, faculdades etc. Isso já dá um impacto de mudança na cultura e lá vai estar nosso link para o site da ONG.
A mesma ação visualizo quanto a um adesivo para distribuição nacional para carros e exposição externa (resistente à água), levando a mensagem DIA 15 DE JULHO - DIA DO HOMEM e PROCURE SEUS DIREITOS! Junto vai o símbolo da data e o link do site. Vantagens dessa ação: Durabilidade por anos e não só difunde a data, mas a associa a se valorizar, assim como associa o Dia do Homem à busca de direitos, assim como o link (que apesar de eventualmente ser pouco percebido, sempre pode trazer ativistas).
Como Administrar: A diretoria deve ser de pessoas próximas ou de quem possa com relativa facilidade se deslocar para reunião. É preciso ter dinâmica e coesão, inclusive acessibilidade física no tocante à diretoria.
O fato é que haverá documentos, como atas e futuramente cheques para ser assinados.
E, algumas vezes a presença dá mais confiança que virtualmente, notadamente em momentos decisivos e de assumir compromissos contratuais. Olhar no olho, na face, em alguns momentos é insubstituível.
Afinar o discurso para só depois agir: Meus caros, que tal tomar de partida um partido político? O tempo todo dele há os mais radicais e os mais amenos.
Sempre há divergências, na ONG também. O que se faz indispensável é a maturidade para o diálogo, hoje, amanhã e sempre.
Nosso movimento também é assim.
O perfil politizado. Proponho ação na linha politizada:
Óbvio que outras linhas como a comportamental e relacionamentos são super importantes, mas estas podem ser exercidas pela ação dos blogs.
A própria ONG sendo difundida deve ter um link para a central masculinista, dando mais força aos blogs.
Linha de ação: Politizada, a mesma do MDI, do Pensionista por Justiça e do Canal do Búfalo. Sem desprestígio a ninguém, só citei os blogs que vejo maior identidade.
Forma: Educada, não agressiva (nem na linguagem), diplomática. Mas isso não significa ser fraco ou ameno. Ao contrário, dá para ser incisivo, sem ter certos defeitos.
Ajuda profissional ou empresarial: Entendo relevante e o máximo que cada um puder dar voluntariamente (sem cobrar ou a preço de custo): Advogados, contador, gráfica, serviços de web design, psicólogos e muitos outros.
Conclusão:
Era só para essa manifestação ser um breve comentário no fórum, no entanto foi mais longo.
Fiquem a vontade para deixar dúvidas nos comentários do MDI ou enviem pelo e-mail se preferirem. Estando ao meu alcance, responderei com prazer.
Vou colocar esse texto lá também.
Vamos em frente, gosto muito da música do Geraldo Vandré. Meu pai foi ativista democrático na época do MDB, década de 70/80. Daí, cresci num ambiente que falava da LUTA.
Pois acredito nessa LUTA MASCULINISTA, acredito na música do Geraldo Vandré e realmente
QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!

8 comentários:

Shâmtia Ayômide disse...

Um estudo de caso interessante é a India, pelo que noto o movimento masculinista se enraizo de forma sólida por lá. Contudo não tive tempo de pesquisar a fundo a causa disso, e não tenho muito conhecimento sobre a sociedade indiana. Não conheço o modelo familiar deles.

A única pista que tenho, é um trecho onde o Dr. Daniel Amneus(que considero o maior teórico masculinista) menciona "guetos masculinos" na India.

Shâmtia Ayômide disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Sr. X disse...

Apoiado desde já. Pode contar comigo para o que for preciso.

MDI disse...

Olá Sr. X;
É isso aí: decisão e empenho, pois são eles que fazem tudo acontecer.
Conto com você!

-- x --

Olá Shâmtia Ayômide;

Vou pontuar por parte o que me leva a divergir ou concordar:

Influência externa: Não há que se falar em adaptação, é preciso soluções próprias para cada local e bem moldadas, pois até nosso direito (baseado em leis) é diferente do direito americano (baseado no costume e jurisprudencial).

Importância da troca de informações: Entendo importante a troca de informações com grupos externos para conhecer as mais variadas realidades e possibilidades, pois o que começa num lugar pouco depois chega ao outro, mas na hora de agirmos o foco e os meios devem ser adequados e planejados à realidade interna (nada de só fazer adaptação).

Quem é acusado por quem: São questões importantes para entender a história evolutiva, mas não como método para atuar na prática dos problemas. Recomendo não repisarmos quem fez isso, quem acusa daquilo. Existem exceções, mas não as noto úteis no presente momento.

Estudos: Alguns estudos são ótimos (como os da violência doméstica ou suas razões) por propiciar métodos ou meios de correção de problemas, outros têm cunho mais teórico (quem defende o que, ou teorias puramente retóricas sem dados estatísticos ou prova científica), eis que envolvem muita controvérsia ou discussão de origens históricas, sem previsão de ocorrer uma definição ou utilidade prática imediata ou mesmo a médio-prazo.

Conhecer as ideias – e tirar utilidade delas – é mais relevante que decidir/pacificar quem as defendem.

Outros movimentos: Sou avesso a discutir isso com a sociedade. Penso que o movimento masculinista deve discutir masculinismo. Internamente a produção literária pode ser útil para compreender a história e ajudar a evitar erros. A sociedade quer e precisa de ações práticas, mesmo as formadoras de opinião devem ser práticas, isto é, prevalência das contemporâneas.

Foco dos discursos ou perda do foco: Nossa meta deve ser levantar informações, denunciar problemas, cobrar soluções e sugerir o que pode ser feito (campo prático). Dizer quem considera quem um Hitler, quem é contra os latinos, ou apontar outras contundências desse naipe é como riscar um fósforo do lado de um barril de pólvora, sem nenhum benefício prático.

Então como fazer?: Criticar os fatos afrontosos, discriminatórios, ofensivos à dignidade (não as pessoas ou grupos que os praticam), deixando que a sociedade visualize quem os pratica.

Suas manifestações: Peço desculpa por ousar analisá-las, mas são sempre reflexo de uma cultura enorme, expressam conhecimento global e histórico, é perceptivo.

Recomendação: Recomendo a necessária praticidade que para o masculinismo é indispensável com o fim de plantarmos e termos tempo para colher.

Leis brasileiras e necessidade de mudança: É mínima a necessidade de mudança nos textos, mas deve haver grupos de estudos e postulações a respeito. Os mais altos juristas não se cansam de repetir: a norma = direito (e não só lei = texto literal) é feita pelo conjunto (texto + visão social do momento que reflete na decisão do interprete). Isso diz por que as decisões são com são. É preciso mudar a norma, não propriamente a lei.

Um pedido: Se puder, compartilhe conosco quais mudanças o masculinismo indiano tem conseguido.

Como pode notar, sou rigoroso na moderação, fruto da vontade de crescer rápido e não causar acentuada polêmica.

Obrigado pela visita.

Saudações Masculinistas

Shâmtia Ayômide disse...

Grato pela analise paciente.

Assim que tiver novidades, as trarei.

Abs.

Mateus Silva disse...

"...A meu ver, em grande parte há entre os blogs uma linha similar, consistente em criticar muito o feminismo. Entendo que qualquer movimento social está sujeito a receber críticas, o masculinismo também. Mas não entendo que as críticas, desse naipe sejam úteis, menos ainda se for a bandeira de uma ONG..."
É exatamente isso que prego, por esse motivo deixei os fóruns, esse é um dos grandes problemas. A idéia, de deixar as críticas de lado e comessar a por a mão na massa, é muito boa. Devemos focar mais no crescimento do homem e acabar com os direitos que só beneficiam ao dito "sexo frágil". Direitos iguais!

Seth Dragoon blog disse...

Bom, em julho iniciei uma pesquisa na comunidade Reflexões Masculinas com um tema " Você cooperaria caso o MDI consiga concluir a criação da ONG Masculinista? ".

Obtive 58 votos, 44 favoráveis 14 contra.

Seth Dragoon blog disse...

Bem, acabou nesta segunda uma votação na comunidade Reflexões Masculinas. Na qual a enquete era para saber se você ajudaria o MDI com a ONG caso essa ONG procedesse com força.

A enquete obteve 58 votos, no qual 44 disseram que topariam ajudá-lo ( naquilo que possível ) e 14 disseram não.

Bom, eu gostei do resultado, percebi que a maioria dos que votaram em SIM, são as pessoas mais dispostas à cooperar, e principalmente, pessoas muito bem estudadas.

De qualquer forma, não sei se há como você ver, mas o link é esse =

http://www.orkut.com.br/Main#CommPollResults?cmm=46578698&pct=1309369297&pid=1146699660

Postar um comentário